Lições da pandemia 4: Ser ou não ser - quem é você
Começamos o ano como outro qualquer. Ao terceiro mês do primeiro semestre, descobrimos que tínhamos sido roubados. Perdemos a liberdade de ir e vir, de nos reunir, de viajar, de sair e passear. Esperamos, inutilmente, que houvesse uma saída, uma explicação, uma mudança de cenário. Em agosto, descobrimos que não. Chegamos a 100 mil mortes sem que nada mudasse. Passou o primeiro semestre sem podermos sair de casa, porque as mortes continuavam aumentando. E daí aconteceu o inexplicável. Não sei em que momento os cariocas decretaram o fim da quarentena, do confinamento e da pandemia. Para eles, não tinha dia ruim. Foram todos para as praias, os bares e encheram as ruas. Quem continuava em casa não entendeu. Mas eles diziam que tinham que voltar à vida normal. Tá bom. De máscara. Só que não. Chegamos ao fim do ano com quase 200 mil mortos. Em quatro meses, quase dobrou. Vamos começar o ano de 2021 com esse número nos dando as boas-vindas. Não esqueço que outras doenças tamb...