Lições da pandemia 7: 300 mil mortes, 100 mil casos e 3.650 mortos num dia
Precisamos parar de brincar com a morte. Ela nunca brinca. Precisamos entender que a pandemia é uma guerra contra um inimigo invisível. Ano passado, eu fui à feira comprar legumes e fui infectada. Assim, do nada. Mesmo com máscara e gel em mãos. Muitos amigos, parentes, vizinhos, pais e mães morreram. 303 mil mortes em um ano. 100 mil casos e 3.650 mortes num dia. Não há mais lugar para internações. É preciso arregaçar as mangas para vacinar, distribuir máscaras, limpar as mãos e evitar aglomerações. Não é hora de festas nem de desdenhar os riscos. Há um ano em casa, eu sei o que isso quer dizer. Depois de seis meses, adoeci e foi difícil me livrar dos sintomas pós-Covid. Até a respiração foi afetada. E minha contaminação foi baixa, tanto que, da primeira vez que fui ao hospital fazer um ressonância magnética, o médico disse que o pulmão estava limpo. Da segunda vez, não houve ressonância, mas eu tinha dificuldade para respirar, o pulmão doía se eu me mexesse muito rápido, s...